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Educação

MEC atribui queda do analfabetismo a políticas educacionais e avanço da EJA

Por Notícias Digital MS Publicado em 25/06/2026 às 06:51
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Ministro da Educação atribuiu queda do analfabetismo a políticas federais e à retomada da EJA. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ministro diz que menor taxa da série histórica reflete ações federais, ampliação do tempo integral e incentivo à permanência na escola

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou nesta quarta-feira (24) que a queda do analfabetismo no Brasil está ligada a políticas públicas adotadas na área da educação, com destaque para a retomada da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, e medidas voltadas à permanência dos estudantes na escola. A declaração foi dada em Fortaleza, após a divulgação de dados da Pnad Educação 2025, do IBGE, que apontam a menor taxa de analfabetismo da história entre brasileiros com 15 anos ou mais.

Segundo o levantamento, o país tem 8,4 milhões de pessoas não alfabetizadas nessa faixa etária, o equivalente a 4,9% da população, menor percentual da série histórica iniciada em 2016. De acordo com parâmetros da Unesco citados pelo ministro, esse patamar indica que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no país.

“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, afirmou Barchini.

O anúncio foi feito em evento no Ceará, ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana e do governador Elmano de Freitas. Ao comentar o resultado, o ministro disse que a melhora está ligada à recomposição de matrículas na EJA desde 2023, após um período de retração que, segundo ele, vinha desde 2019, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, declarou.

Barchini também afirmou que outros indicadores educacionais melhoraram ao mesmo tempo. Segundo ele, houve queda de 61% no abandono escolar desde 2022, redução de 62% na reprovação em todo o país e diminuição de 28% na distorção idade-série. Para o ministro, esses resultados ocorreram sem perda de qualidade no ensino.

Entre as ações citadas por ele estão a expansão das escolas de tempo integral, a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas, o aumento da complementação da União ao Fundeb em mais de R$ 40 bilhões e a ampliação do orçamento do Ministério da Educação. Na avaliação do ministro, porém, o principal fator por trás da melhora dos indicadores é o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio público condicionado à frequência escolar.

“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas”, disse.

Pietro Bitencourt

Fonte: https://acritica.net/

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