TSE cobra big techs após IAs indicarem candidatos nas eleições de 2026
TSE se reuniu com OpenAI, Meta e X após ferramentas de inteligência artificial apresentarem recomendações envolvendo candidatos. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
OpenAI, Meta e X participaram de reuniões após ferramentas apresentarem rankings e recomendações envolvendo nomes da disputa presidencial
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reuniu com representantes da OpenAI, Meta e X após identificar respostas de ferramentas de inteligência artificial que recomendavam, ranqueavam ou indicavam candidatos nas eleições de 2026, condutas proibidas pelas regras definidas pela Corte para sistemas de IA durante o processo eleitoral. As empresas informaram que estão revisando mecanismos de proteção para corrigir as vulnerabilidades encontradas.
Os contatos foram feitos pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE no último fim de semana, enquanto as reuniões ocorreram na terça-feira (25) e nesta quarta-feira (26).
Segundo o Tribunal, as empresas reconheceram a necessidade de ajustes nos sistemas. “As plataformas informaram ao TSE que já estão revisando as suas salvaguardas técnicas e trabalhando para corrigir as vulnerabilidades detectadas”, informou a Corte.
A regulamentação eleitoral proíbe provedores que oferecem sistemas de inteligência artificial de ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatos, campanhas, partidos, federações e coligações, mesmo quando isso é solicitado pelo usuário. Também não é permitido emitir preferência eleitoral, recomendar voto ou favorecer ou desfavorecer candidaturas por respostas automatizadas.
TSE monitora respostas das ferramentas
A preocupação da Justiça Eleitoral não se limita à produção de imagens, vídeos ou áudios modificados por inteligência artificial. O Tribunal também acompanha a maneira como ferramentas conversacionais respondem a perguntas dos usuários sobre candidatos e a disputa eleitoral.
As reuniões ocorreram após sistemas apresentarem respostas que poderiam contrariar as regras estabelecidas para 2026, incluindo rankings e indicações de nomes na corrida presidencial.
A regulamentação foi criada justamente para impedir que sistemas automatizados interfiram na escolha do eleitor por meio de recomendações políticas. A norma também estabelece regras para conteúdos sintéticos produzidos ou significativamente modificados com inteligência artificial durante a campanha.
Além das regras previstas na resolução eleitoral, o TSE exige que provedores de sistemas de inteligência artificial mantenham salvaguardas técnicas capazes de impedir opiniões, comentários ou conteúdos que favoreçam candidaturas e recomendações de voto.
Com as falhas identificadas, as plataformas comunicaram ao Tribunal que trabalham na revisão desses mecanismos. O acompanhamento ocorre em meio ao avanço da campanha eleitoral e ao crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial para consultas sobre política e candidatos.
Breno Kaoru Tanaka – fonte: https://acritica.net/

