Campo Grande lidera produção de abacaxi, uva e manga em MS
Reprodução/cdn.campogrande.ms.gov.br (imagem ilustrativa)
Levantamento do IBGE mostra que Capital fatura R$ 6,5 milhões só com abacaxi e amplia diversificação da lavoura além de soja e milho
Campo Grande fechou 2025 na liderança estadual de três frutas ao mesmo tempo: abacaxi, uva e manga. O levantamento é da Produção Agrícola Municipal (PAM), pesquisa do IBGE que mede ano a ano o desempenho das lavouras em cada cidade do país, e mostra que o abacaxi cultivado na Capital rendeu R$ 6,5 milhões em valor de produção, o maior registrado entre todos os municípios de Mato Grosso do Sul.
O resultado chama atenção porque Campo Grande não costuma aparecer nos rankings agrícolas como protagonista da fruticultura — o destaque histórico do município sempre foi soja e milho. A uva, por exemplo, somou R$ 1,08 milhão em valor de produção, também na liderança estadual, enquanto a manga completou o trio de frutas em que a cidade despontou como referência dentro do estado.
Grãos ainda dominam, mas diversificação avança
Mesmo com o protagonismo das frutas, o retrato geral da agricultura campo-grandense continua sendo comandado pelos grãos. Soja e milho juntos responderam por mais de R$ 920 milhões, o equivalente a quase 90% dos R$ 1,026 bilhão gerados pelas lavouras do município em 2025 — um patamar que reforça o peso de Campo Grande no cenário da soja em Mato Grosso do Sul.
A produtividade também deu um salto em outras frentes. No milho de segunda safra, o rendimento médio saltou de 4.240 quilos por hectare em 2024 para 5.723 quilos por hectare em 2025, alta de cerca de 35% em apenas um ciclo — um indicativo de que o produtor da região vem incorporando tecnologia e manejo mais eficiente na lavoura.
Amendoim estreia e cana-de-açúcar triplica em três anos
O levantamento do IBGE também revelou uma novidade na paisagem agrícola do município: o amendoim entrou pela primeira vez na estatística de produção de Campo Grande, ocupando 750 hectares e gerando R$ 12,39 milhões em valor de produção — um sinal de que produtores locais estão testando culturas alternativas à soja e ao milho.
A cana-de-açúcar seguiu trajetória semelhante de expansão. Em 2025, a colheita somou 254,7 mil toneladas, quase o triplo das 88,7 mil toneladas registradas em 2022. Já o algodão herbáceo, apesar de não liderar o ranking, garantiu à Capital a terceira posição estadual em valor de produção, com R$ 25,2 milhões gerados só com essa cultura em 2025.
Fontes: IBGE; PETROLINA OFC
PorRedação MSConecta – fonte: https://msconecta.com.br/
Leia Também

