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Economia

Geração Z lidera perdas financeiras com golpes digitais, aponta pesquisa

Por Notícias Digital MS Publicado em 11/08/2026 às 06:51
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Geração Z – Foto: reprodução

Apesar de ter crescido conectada à tecnologia, a geração mais jovem é a que mais relata prejuízos causados por fraudes em ambientes on-line

A familiaridade com a tecnologia não tem sido suficiente para proteger a Geração Z contra golpes digitais. Um levantamento da TransUnion aponta que os jovens são o grupo que mais relata perdas financeiras provocadas por fraudes cometidas por e-mail, internet, telefone e mensagens de texto.

De acordo com o estudo, 39% dos entrevistados da Geração Z afirmaram ter perdido dinheiro por causa de algum tipo de fraude digital no último ano. O índice é superior à média geral dos consumidores pesquisados em 18 países e regiões, que ficou em 26%.

No Brasil, o cenário também chama atenção. Entre os entrevistados da Geração Z, 33% disseram ter sofrido prejuízos financeiros com golpes digitais, o maior percentual entre todas as gerações analisadas. A média nacional foi de 24%.

O resultado contraria a ideia de que pessoas nascidas em um ambiente cercado por internet, aplicativos e redes sociais estariam automaticamente mais preparadas para identificar ameaças virtuais. Segundo especialistas, o alto nível de exposição ao ambiente digital também amplia as oportunidades para a atuação de criminosos.

A Geração Z está entre os públicos que mais utilizam plataformas digitais no dia a dia, seja para compras on-line, pagamentos, entretenimento, jogos ou comunicação pelas redes sociais. Essa intensa presença virtual aumenta a quantidade de interações e, consequentemente, os pontos de contato que podem ser explorados por fraudadores.

Entre os golpes que mais causaram prejuízos aos jovens está a fraude baseada em confiança, quando criminosos se passam por vendedores ou intermediários em plataformas legítimas de comércio eletrônico. Esse tipo de golpe foi citado por 27% dos entrevistados da Geração Z que relataram perdas.

Outro problema apontado pela pesquisa é o chamado golpe da “conta laranja”, em que pessoas permitem o uso de suas contas bancárias para movimentações financeiras de terceiros, muitas vezes sem compreender completamente os riscos e as consequências legais envolvidas.

Criminosos exploram confiança das vítimas

Para Wallace Massola, Head de Soluções de Prevenção a Fraudes da TransUnion Brasil, o principal alerta é que saber usar tecnologia não significa estar protegido contra golpes.

“Os golpes estão mudando. Muitos fraudadores deixaram de tentar invadir sistemas e passaram a investir em estratégias que exploram a confiança das pessoas. Eles utilizam mensagens, ofertas, abordagens em redes sociais e contatos que parecem legítimos para convencer a vítima a compartilhar informações ou tomar uma ação”, afirma.

Segundo o executivo, os golpes mais eficazes atualmente não dependem necessariamente de técnicas avançadas de invasão, mas da capacidade de convencer a vítima de que aquela interação é verdadeira.

“Hoje, os golpes mais bem-sucedidos não são necessariamente os mais complexos do ponto de vista tecnológico. Muitas vezes, são os que conseguem parecer verdadeiros. Por isso, proteção depende cada vez mais de uma combinação entre educação digital, tecnologia e mecanismos capazes de identificar comportamentos de risco ao longo da jornada online”, explica.

O estudo reforça uma mudança no perfil das fraudes digitais: em vez de explorar apenas falhas em sistemas ou dispositivos, criminosos têm investido cada vez mais na manipulação das próprias vítimas, buscando obter dados, autorizações ou transferências de dinheiro.

Educação digital é apontada como ferramenta de prevenção

A pesquisa destaca que compreender o comportamento de diferentes gerações no ambiente digital é essencial para criar estratégias de proteção mais eficientes, tanto para consumidores quanto para empresas e plataformas.

Para reduzir riscos, a TransUnion atua com soluções de prevenção a fraudes baseadas em quatro pilares: autenticações invisíveis; inteligência antifraude; processos de identificação de clientes, compliance e prevenção à lavagem de dinheiro; além do uso de dados para validação e tomada de decisões.

O levantamento foi realizado com 12.730 consumidores de 18 países e regiões entre novembro e dezembro de 2025. No Brasil, mil pessoas participaram da pesquisa, que analisou hábitos digitais e experiências relacionadas a fraudes financeiras.

Juliana Oliveira – fonte: https://www.jd1noticias.com/

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