📅 Campo Grande, MS — domingo, 26 de abril de 2026
Notícias

Grupo faturou mais de R$ 54 milhões com fraudes para desviar remédio para câncer em MS

Por Notícias Digital MS Publicado em 23/04/2026 às 13:36
⏱ Leitura: aproximadamente 6 minutos

Investigações apontam que grupo formado por ex-servidores da SES (Secretaria Estadual de Saúde), advogados e empresários que fraudavam processos judiciais para desviar dinheiro público de remédios contra o câncer movimentou cerca de R$ 78 milhões em um ano.

As autoridades ainda apuram o valor total do prejuízo ao erário, já que esse é o valor total com a compra de medicamentos via ordem judicial. Inicialmente, a projeção das investigações é de que o grupo criminoso desviou aproximadamente 70% desse valor, o que representa R$ 54,6 milhões.

As informações são oficiais e foram repassadas em coletiva à imprensa comandada por Erivelto Alencar, superintendente da Receita Federal, Ana Cláudia Medina, titular do Dracco, Eni Diniz, do núcleo de atenção à saúde da Defensoria Pública, e Adriano Lobo, promotor do Gecoc (Grupo de Combate à Corrupção) do MP (Ministério Público).

Tudo está sendo apurado no contexto da Operação Oncojuris, deflagrada nesta quinta-feira (23), que prendeu cinco pessoas, sendo quatro em Campo Grande e uma em Ribas do Rio Pardo. Entre os presos, estão os advogados Altair Penha Malhada — ex-servidor da SES — e Victor Guilherme Lezo Rodrigues — que tentou ser delegado de polícia civil em MS.

Ainda, a Receita Federal e o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) cumpriram 21 mandados de busca e apreensão em três estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Quem descobriu possíveis irregularidades foi a Defensoria Pública de MS, que percebeu que pacientes atendidos pela defensoria não estavam recebendo os medicamentos corretos, já que o grupo comprava remédios estrangeiros sem aprovação da Vigilância Sanitária.

Então, a Defensoria acionou as autoridades competentes, como SES, Ministério Público e Controladoria-Geral do Estado.


Últimas Notícias 
Política Transparência  Grupo faturou mais de R$ 54 milhões com fraudes para desviar remédio para câncer em MS

https://79f16305d9628e0b3cb6ad52e4c76a57.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

Transparência

Grupo faturou mais de R$ 54 milhões com fraudes para desviar remédio para câncer em MS

Ex-servidores da SES e advogados estão entre os cinco presos por envolvimento no esquema

Gabriel Maymone, Adriel Mattos-23/04/2026 – 11:27Ouvir NotíciaAutoridades apresentam detalhes da Operação Oncojuris em coletiva de imprensa. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Investigações apontam que grupo formado por ex-servidores da SES (Secretaria Estadual de Saúde), advogados e empresários que fraudavam processos judiciais para desviar dinheiro público de remédios contra o câncer movimentou cerca de R$ 78 milhões em um ano.

As autoridades ainda apuram o valor total do prejuízo ao erário, já que esse é o valor total com a compra de medicamentos via ordem judicial. Inicialmente, a projeção das investigações é de que o grupo criminoso desviou aproximadamente 70% desse valor, o que representa R$ 54,6 milhões.

As informações são oficiais e foram repassadas em coletiva à imprensa comandada por Erivelto Alencar, superintendente da Receita Federal, Ana Cláudia Medina, titular do Dracco, Eni Diniz, do núcleo de atenção à saúde da Defensoria Pública, e Adriano Lobo, promotor do Gecoc (Grupo de Combate à Corrupção) do MP (Ministério Público).

https://79f16305d9628e0b3cb6ad52e4c76a57.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html

Tudo está sendo apurado no contexto da Operação Oncojuris, deflagrada nesta quinta-feira (23), que prendeu cinco pessoas, sendo quatro em Campo Grande e uma em Ribas do Rio Pardo. Entre os presos, estão os advogados Altair Penha Malhada — ex-servidor da SES — e Victor Guilherme Lezo Rodrigues — que tentou ser delegado de polícia civil em MS.

Ainda, a Receita Federal e o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) cumpriram 21 mandados de busca e apreensão em três estados: Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Quem descobriu possíveis irregularidades foi a Defensoria Pública de MS, que percebeu que pacientes atendidos pela defensoria não estavam recebendo os medicamentos corretos, já que o grupo comprava remédios estrangeiros sem aprovação da Vigilância Sanitária.

Então, a Defensoria acionou as autoridades competentes, como SES, Ministério Público e Controladoria-Geral do Estado.

Operação deflagrada em conjunto pela Receita Federal e Polícia CIvil. (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

🚨 Não perca nada! Entre no nosso canal de Política no WhatsApp e receba notícias direto no seu celular

Oncojuris: operação desmonta esquema de desvios de recursos de remédios para câncer

Os advogados Victor Guilherme Lezo e ⁠Altair Malhada foram conduzidos para a delegacia de polícia. Eles estavam em um escritório de advocacia no Jardim Bela Vista. A reportagem tenta contato com as defesas dos dois.

Receita Federal e policiais civis de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais colocaram 99 agentes nas ruas para cumprir 21 mandados de busca e apreensão e 5 de prisão temporária, em ação contra fraudes em processos para desvio de verba pública para remédios de alto custo contra câncer.

Ex-servidores da SES, advogados e empresários estão envolvidos no esquema.

Conforme informações, pacientes oncológicos em situação de vulnerabilidade que recorriam ao Judiciário para viabilizar o fornecimento de medicamentos de alto custo eram alvos do grupo criminoso. 

Conforme a Receita Federal, tudo começava com a manipulação de orçamentos, em que ex-servidores e empresas inflavam orçamentos para subsidiar decisões judiciais com valores maiores que os de mercado.

Com o valor liberado, o grupo desviava 70% do montante, alegando custos com taxas de assessoria. Para faturar ainda mais, o esquema importava medicamentos sem registro ou garantia de procedência da Vigilância Sanitária. Isso colocava em risco a vida desses pacientes.

Por fim, havia uma prestação de contas com documentos falsificados para enganar a Justiça após os desvios.

Fonte: Agência Brasil — EBC
Conteúdo licenciado sob Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil (CC BY 3.0 BR). Reproduzido com autorização da fonte.

Leia Também

Leave a Reply