É golpe! Defensoria não participa de negociações pelo Desenrola 2
Estelionatários usam nomes de órgãos públicos e o Desenrola Brasil para arrancar dinheiro de endividados
Por Anahi Zurutuza

Aplicativo do programa Desenrola Brasil (Foto: Governo Federal/Divulgação)
Golpistas estão na área! O alerta é da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Três dias após o start nas renegociações de dívidas por meio do Desenrola Brasil, a instituição já precisou emitir aviso informando que não está intermediando acordos com credores que participam do programa do governo federal.
Segundo o órgão, criminosos têm utilizado o nome de instituições públicas para dar aparência de credibilidade às abordagens e convencer consumidores a realizar pagamentos antecipados ou acessar links suspeitos. O alerta foi divulgado pelo Nuccon (Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos do Consumidor e Demais Matérias Cíveis Residuais), após o aumento de relatos de fraudes registradas em diferentes regiões do país.
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De acordo com a coordenadora do núcleo, defensora pública Claudia Bossay Assumpção Fassa, os consumidores devem redobrar a atenção especialmente em relação a propostas vinculadas ao chamado “Desenrola 2” e outros programas de renegociação financeira.
A defensora esclareceu que as negociações devem ser realizadas diretamente entre o consumidor e a instituição credora, sem qualquer intermediação da Defensoria Pública. “Nem a Defensoria Pública, nem o Nuccon, assessores ou servidores participam dessas renegociações. Também não enviamos links para pagamento”, reforçou.
Segundo a Defensoria, os golpes costumam ser divulgados por meio de anúncios nas redes sociais, aplicativos de mensagens e páginas na internet. As abordagens geralmente prometem descontos elevados, diminuição imediata de juros ou até devolução de valores pagos em contratos bancários.
Em muitos casos, as vítimas são levadas a realizar depósitos antecipados acreditando que terão acesso ao benefício prometido. Após o pagamento, no entanto, os criminosos desaparecem e interrompem o contato.
Além do prejuízo financeiro, a Defensoria alerta para os impactos emocionais causados às vítimas, principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade e já afetadas pelo endividamento.
Como se proteger – A orientação do Nuccon é para que consumidores desconfiem de promessas consideradas “fáceis demais”, especialmente quando houver: cobrança antecipada de valores; envio de links desconhecidos; pedidos de dados bancários ou pessoais por canais não oficiais; garantias de redução imediata da dívida.
A Defensoria Pública também recomenda que qualquer dúvida seja esclarecida diretamente pelos canais oficiais das instituições financeiras ou junto ao órgão de defesa do consumidor.
Atendimento à população – O Nuccon informou que consumidores que suspeitarem de fraude podem procurar a Defensoria Pública para obter orientações, análise de contratos e encaminhamento das medidas cabíveis.
Segundo a instituição, informação e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para evitar novos golpes e proteger os direitos dos consumidores.

