CNBB condena pressão sobre eleitores e pede respeito ao resultado das urnas
Dom Jaime Spengler preside a CNBB, que divulgou mensagem em defesa do voto livre e do respeito ao resultado das eleições – (Foto: Victoria Holzbach/CNBB)
Em mensagem sobre o segundo turno, bispos orientam a avaliar a trajetória dos candidatos e defendem participação política também após a votação
A pressão sobre eleitores é “inadmissível”, afirmou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em mensagem divulgada nesta quarta-feira (21). Às vésperas do segundo turno, a entidade defendeu o voto livre e secreto e o respeito ao resultado das urnas.
Assinado pelo Conselho Permanente da CNBB, o documento orienta os brasileiros a analisar a trajetória, as práticas e os compromissos dos candidatos. A avaliação deve considerar a defesa da democracia e as condições de vida da população.
A manifestação também destaca a importância da Constituição e do Estado Democrático de Direito. A votação ocorrerá no domingo, 25 de outubro, com a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Necessidades da população devem orientar a escolha
Na mensagem, a CNBB aponta trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade como necessidades do país. A entidade pede que os eleitores assumam essas urgências como compromissos ao avaliar as opções para a Presidência.
O documento também inclui o cuidado com o meio ambiente, a garantia dos direitos humanos e a promoção da paz entre as prioridades. Para os bispos, o desenvolvimento precisa assegurar condições dignas de vida e oportunidades para as novas gerações.
“O desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos e oportunidades às novas gerações”, afirma a mensagem.
Responsabilidade continua depois das eleições
O posicionamento da CNBB também trata do papel dos cidadãos após a definição do resultado. Segundo a entidade, a responsabilidade política permanece na participação, na fiscalização e na apresentação de reivindicações.
A mensagem relaciona o fortalecimento da democracia à crítica responsável e ao diálogo franco. Para isso, considera necessários o acesso a informações confiáveis, a liberdade de expressão e a proteção de quem denuncia injustiças.
Felipe Kahlil – fonte: https://acritica.net/

