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Politica

Vaga de Barroso no STF segue aberta; governo deve enviar novo nome

Por Notícias Digital MS Publicado em 30/04/2026 às 07:05
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Com a decisão, o governo Lula precisará enviar um novo nome ao Senado, que passará novamente por sabatina na CCJ e votação no plenário, enquanto a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso segue vaga.

Ricardo Eugênio

Por: Noticias Digital – 30/04/2026 – fonte: https://acritica.net/

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é apontado como possível candidato a ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado.
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) é apontado como possível candidato a ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal, após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado.

O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal (STF). Messias recebeu 34 votos a favor, abaixo dos 41 necessários, enquanto 42 senadores votaram contra e houve uma abstenção, em uma votação secreta com 77 parlamentares presentes.

Essa é a primeira rejeição de um indicado ao STF em mais de 130 anos. O único caso anterior ocorreu em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. Na história recente, todos os indicados haviam sido aprovados, mesmo em votações apertadas, como Flávio Dino e André Mendonça.

O Palácio do Planalto havia feito um esforço para assegurar apoio político, incluindo R$ 13 bilhões em emendas orçamentárias, mas isso não foi suficiente para garantir a aprovação. O resultado fortalece o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que já havia demonstrado preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.

Com a rejeição, o governo entra agora em um período de contenção de danos e precisará enviar uma nova indicação ao Senado. O processo seguirá o rito normal: o novo nome será avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, submetido a votação no plenário.

A cadeira deixada por Luís Roberto Barroso permanecerá vaga até que a nova indicação seja aprovada, e o episódio evidencia desafios na articulação política do governo no Congresso, especialmente em votações secretas onde senadores podem não seguir a orientação de suas bases.

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