📅 Campo Grande, MS — quinta-feira, 11 de junho de 2026
Politica

Reforma tributária preocupa prefeitos de MS: estados produtores podem perder arrecadação

Por Notícias Digital MS Publicado em 11/06/2026 às 07:01
⏱ Leitura: aproximadamente 3 minutos

Tributarista João Ricardo Dias de Pinho alertou que mudança no critério de arrecadação do IBS afeta estados com baixa população e forte produção

A reforma tributária é uma das maiores preocupações dos prefeitos de MS que temem perdas de arrecadação para estados produtores com a mudança nas regras.

No meio das discussões do 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, a reforma tributária apareceu como uma das maiores preocupações dos prefeitos. O receio, segundo o advogado tributarista João Ricardo Dias de Pinho, faz sentido: com a mudança nas regras, estados produtores como Mato Grosso do Sul podem perder arrecadação.

A avaliação foi feita nesta quarta-feira (10), durante entrevista ao Jornal A Crítica. Segundo o especialista, a principal virada da reforma está na troca do critério de arrecadação. Antes, o peso maior estava na origem da produção. Agora, a conta passa a olhar mais para o destino, ou seja, para o local onde ocorre o consumo.

Para um estado que produz muito e tem população menor, como Mato Grosso do Sul, essa mudança acende o alerta. “Como o nosso Estado e os nossos municípios são fortemente produtores, com baixa população, eu tenho, obviamente, um prejuízo, no sentido de que essa mudança de critério tende a diminuir a arrecadação”, afirmou.

Em entrevista ao Jornal A Crítica durante o 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, realizado em Campo Grande, o especialista apontou que a mudança no critério de arrecadação do IBS afeta especialmente estados produtores com baixa população.

Embora a transição prevista seja longa, de 50 anos, João Ricardo disse que a preocupação dos municípios não pode ficar para depois. Isso porque o índice que vai servir de base para a divisão do IBS, o novo Imposto sobre Bens e Serviços, deve começar a ser definido já nos próximos meses.

“O negócio não é para daqui a 50 anos — é para amanhã”, resumiu.

Na avaliação do tributarista, além de acompanhar a formação desse índice, as prefeituras precisam olhar com mais atenção para a própria arrecadação. Ele citou tributos como IPTU e ITBI e defendeu medidas como combate à inadimplência, revisão de cadastros e melhoria da qualidade das informações fiscais.

Entrevista · 4º Congresso dos Municípios · Jornal A Crítica

Reforma Tributária: o que muda para os municípios de MS

O advogado tributarista João Ricardo Dias de Pinho explica os pontos que os gestores precisam acompanhar.O que mudaA urgência realA vantagem de MSComo arrecadar mais

A mudança de base da arrecadação é o ponto de partida da reforma:

Antes

Origem
(produção)

Agora

Destino
(consumo)

Como MS é um Estado fortemente produtor e de baixa população, a mudança tende a reduzir a arrecadação. Para amortecer isso, a reforma prevê uma transição longa, de 50 anos.

Fonte: entrevista ao Jornal A Crítica no 4º Congresso dos Municípios (10/6). As projeções de prazo e os números são declarações do entrevistado.

A discussão dominou parte da programação do congresso e expôs uma preocupação comum entre os gestores: como atravessar a reforma sem provocar perdas bruscas no caixa das cidades.

Confira a entrevista na íntegra:

Ricardo Eugênio

Fonte: https://acritica.net/

Leia Também