Tereza Cristina segue na disputa pela presidência do Senado e conta com bancada feminina
Tereza Cristina, senadora eleita em MS pelo PP. (Pietra Dorneles, Midiamax)
A parlamentar ressalta que o voto é ‘livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores’
A senadora Tereza Cristina (PP) emitiu uma nota na tarde desta terça-feira (27) afirmando que não deixará a disputa pela presidência do Senado após o União-PP afirmar que vai apoiar a reeleição de Alcolumbre.
No comunicado, a parlamentar ressalta que é líder veterana do partido e que a eleição só será decidida em fevereiro, pelo “voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores”.
“Observamos que os 54 novos senadores eleitos e reeleitos sequer foram diplomados e têm todo o direito de expressar, no momento apropriado, sua vontade e, naturalmente, a dos eleitores que representam. Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina.
Quero ouvir todos, como sempre fiz, pois o diálogo no Parlamento é tudo”, diz a nota assinada por Tereza, atual líder do Progressistas.
Nota do União-PP
A Federação União Progressista manifestou apoio nesta terça-feira (27) à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para presidente do Senado e do Congresso Nacional. A declaração ocorre em nota assinada pelos presidentes do União, o deputado federal eleito Antonio Rueda (RJ), e do PP, o senador Ciro Nogueira (RJ).
A eleição para a presidência do Senado está agendada para 1º de fevereiro, início da próxima legislatura. Para a federação, o apoio se deve à “estabilidade institucional” e ao “equilíbrio político”: “Entendemos que a continuidade de sua liderança contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população”, diz trecho da nota.
O União-PP apoiou a candidatura de Flávio para a Presidência da República. Agora, os dois partidos recalculam a rota com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ciro Nogueira foi aliado de primeira hora do candidato do PL derrotado e do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem foi ministro.
Como mostrou o Estadão, Lula afirmou que o PT apoiará as reconduções tanto de Alcolumbre quanto do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião com os dois na segunda-feira (26). O avanço da bancada do PL no Senado, onde a sigla elegeu o dobro de parlamentares, deve gerar entraves.
“A experiência de Davi Alcolumbre na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirma sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes”, prosseguiu o União-PP.
Evelin Cáceres – fonte: https://midiamax.com.br/

