Anvisa alerta para riscos de preenchedores estéticos
Uso inadequado de substâncias injetáveis pode causar complicações graves, como embolia e perda de visão
Por: Noticias Digital – 13/03/2026 – fonte: https://acritica.net/

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta quinta-feira (12) para os riscos à saúde associados ao uso indevido de preenchedores de pele utilizados em procedimentos estéticos.
Entre as substâncias citadas pela agência estão a hidroxiapatita de cálcio, o ácido hialurônico, o poli-L-ácido lático (PLLA) e os preenchedores permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA).
Esses produtos são substâncias injetáveis classificadas como dispositivos médicos de alto e máximo risco, e só podem ser comercializados no país quando possuem registro na Anvisa.
Segundo a agência, o uso desses preenchedores em regiões do corpo não indicadas ou em quantidades diferentes das recomendadas pelos fabricantes pode provocar danos graves.
“A aplicação de preenchedores dérmicos em regiões anatômicas não indicadas e em quantidades não previstas nas instruções de uso pode causar danos à saúde com consequências clínicas incapacitantes ou de difícil manejo”, informou a Anvisa em nota.
Complicações possíveis
Entre os efeitos adversos graves relatados estão:
- Embolia pulmonar
- Perda temporária ou permanente da visão causada por oclusão vascular
- Inflamação granulomatosa, uma resposta imune crônica
- Aumento do nível de cálcio no sangue
- Cálculos renais
- Insuficiência renal, podendo exigir hemodiálise
Orientações da Anvisa
A agência recomenda que, antes de realizar qualquer procedimento com preenchedores, o paciente verifique as áreas do corpo e os volumes autorizados para aplicação, conforme descrito nas instruções de uso do produto.
Também é fundamental buscar orientação de um profissional de saúde qualificado antes de iniciar o tratamento.
Caso surjam sinais ou sintomas de complicações, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
Além disso, a Anvisa orienta que pacientes verifiquem se:
- o produto está regularizado na Anvisa;
- o estabelecimento tem autorização para funcionar;
- o profissional responsável possui qualificação adequada.
A agência também destaca que o paciente deve receber o cartão de rastreabilidade do produto utilizado, que deve ser registrado no prontuário médico.
Em caso de suspeita de evento adverso ou uso irregular de produtos, a denúncia pode ser feita pelo sistema Fala.BR, da Ouvidoria da Anvisa.