Pix por aproximação faz um ano com adesão ainda tímida
Modalidade representa apenas 0,01% das transações, mas mostra avanço gradual
Por: Noticias Digital – 02/03/2026 – fonte: https://acritica.net/

Criado para tornar os pagamentos via Pix mais rápidos, o Pix por aproximação completa um ano neste sábado (28) ainda com baixa adesão do público. Dados mais recentes do Banco Central indicam que a modalidade respondeu por apenas 0,01% das operações e 0,02% do valor movimentado em janeiro.
No mês passado, foram registradas 6,33 bilhões de transferências via Pix. Desse total, somente 1,057 milhão ocorreu por aproximação do celular em maquininhas ou telas de computador. Em valores, a modalidade movimentou R$ 568,73 milhões de um total de R$ 2,69 trilhões.
Segundo Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), a expansão ocorre de forma mais lenta por causa das exigências de segurança e dos limites operacionais definidos pelo Banco Central. Ainda assim, ele avalia que há tendência de crescimento, principalmente entre empresas.
“O potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo, mantendo a confiança como fundamento”, afirmou.
Para Lino, a consolidação do recurso no comércio deve ampliar o uso, sobretudo em pontos de venda com grande fluxo. Ele também destaca que a criação de jornadas específicas para empresas — como transferências entre filial e matriz — pode aumentar o interesse, mantendo os controles de segurança.
Crescimento gradual
Mesmo com participação pequena no sistema, o Pix por aproximação vem avançando. Em julho de 2025, cinco meses após o lançamento, haviam sido feitas 35,3 mil operações nessa modalidade. Em novembro do ano passado, o volume superou pela primeira vez 1 milhão de transações.
Os valores movimentados também cresceram rapidamente: passaram de R$ 95,1 mil em julho para R$ 1,103 milhão no mês seguinte, chegaram a R$ 24,205 milhões em novembro e alcançaram R$ 133,151 milhões em dezembro.
Limites de segurança
Para reduzir riscos de golpes com uso de maquininhas, o Banco Central fixou limite padrão de R$ 500 por transação quando o pagamento é feito pelo Google Pay, carteira digital presente em mais de 80% dos celulares Android no Brasil.
Quando a operação ocorre pelo aplicativo da instituição financeira, os limites podem ser ajustados. O cliente pode reduzir o valor por transação e também estabelecer um teto diário.
Rapidez é o principal diferencial
A principal vantagem do Pix por aproximação é a agilidade. No modelo tradicional, o usuário precisa abrir o app do banco, acessar a internet, informar a chave ou ler o QR Code e digitar a senha.
Na versão por aproximação, basta abrir a carteira digital ou o aplicativo da instituição e encostar o celular na maquininha ou na tela do computador. Para isso, é necessário que a função NFC esteja ativada no smartphone.
A experiência é semelhante ao pagamento por aproximação com cartões de crédito e débito, reduzindo o tempo de atendimento em locais com filas.
Atenção aos juros
Algumas instituições utilizam o Pix por aproximação para oferecer pagamento via crédito. Nesses casos, o usuário deve ficar atento à cobrança de juros.
Embora o Banco Central tenha desistido de regulamentar o Pix Parcelado em dezembro, as instituições podem ofertar a modalidade com juros, desde que utilizem nomes como “Pix no Crédito” ou “Parcele o Pix”.