Caiado reforça candidatura do PSD à presidência e palanque em MS, avalia Nelsinho
Senador por MS disse que PSD terá palanque para fugir do radicalismo
Dândara Genelhú
Por: Noticias Digital – 29/01/2026 – fonte: https://midiamax.com.br/
Nelsinho é senador por MS e presidente da CRE. (Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Senador por Mato Grosso do Sul, Nelsinho Trad (PSD) afirmou que a legenda deve ter um palanque nacional com candidatura à presidência. A configuração geral do PSD irá reforçar as candidaturas em Mato Grosso do Sul, avalia o presidente do diretório estadual. A avaliação ocorre após a legenda aumentar o número de governadores com a filiação de Ronaldo Caiado, de Goiás.
O presidente estadual da legenda afirmou, ao Midiamax, que o PSD terá candidato à presidência da República. “A partir do momento que você tem um palanque de presidente formado num campo ideológico claro de centro-direita, você dá uma opção para os palanques estaduais se posicionarem e não perderem essa oportunidade”, disse Nelsinho.
Nesta quarta-feira (28), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filou ao PSD. Agora, o PSD possui cinco governadores: Eduardo Leite (RS), Caiado (GO), Ratinho Júnior (PR), Raquel Lyra (PE) e Fábio Mitidieri (SE).
Nelsinho aponta três como eventuais candidatos, “pretensos para a presidência da República no mesmo partido”. Caiado, Leite e Ratinho são opções do PSD no momento.
Republicanos e PSD
“Isso jamais teria se desenhado se o Tarcísio não tivesse tido a escolha de ser candidato à reeleição, conforme está na cara que ele escolheu que vai para a reeleição de São Paulo”, pontuou Nelsinho.
O partido possui relação direta com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Isso porque o presidente do PSD, Gilberto Kassab, é secretário de Governo de SP.
Então, o cenário de presidenciáveis do PSD se relaciona com o posicionamento do governador do Republicanos. “Até porque o presidente do PSD é o secretário de Governo dele. E ele [Kassab] sempre disse, nossa primeira opção é o Tarcísio. Se o Tarcísio não for, aí nós vamos ver como o PSD vai se portar.”
Logo, o cenário de presidenciáveis do PSD se relaciona com o posicionamento do governador de São Paulo. “Vamos ter um palanque nacional no PSD, está claro”, cravou Nelsinho.
Centro-direita como alternativa
Nelsinho destacou que uma candidatura do PSD seria um “palanque do centro-direita para fugir do radicalismo, que acabou entrando na pauta da política nacional”. O senador por MS destaca que o nome do partido iria contra a polarização Lula-Bolsonaro, Bolsonaro-Lula. “Uma alternativa diferente do campo centro-conservador”, considerou.
Além disso, a carta de governadores filiados ao PSD apostará nas individualidades. “Com governadores bem avaliados, cada um no seu setor, cada um com a qualidade diferente do outro, dizendo claramente para a sociedade que nós temos um projeto alternativo muito interessante para ser avaliado”, explicou ao Midiamax.
Quando formarem o quadro nacional, o PSD-MS deve receber o candidato presidenciável no Estado. “Até porque aqui tem votos, tem um percentual de votos que acabou sendo a diferença entre o Lula e o Bolsonaro da outra vez. Em torno de 2% do eleitorado brasileiro está aqui”, justificou Nelsinho.
Por fim, o presidente do PSD-MS apontou que o Estado possui candidatura que conversa com a alternativa apresentada. “Nós temos o governador Riedel, que está se colocando exatamente no campo que o PSD vai apresentar a candidatura. Então isso, para nós, a gente vê como parte de uma alternativa de palanque diferente da polarização. E que, para poder vencer as eleições, num eventual segundo turno, vão ter que se juntar”, finalizou.