MS mantém status de pleno emprego, com 5ª menor taxa de desocupação do País
IBGE mostra que Estado registra desocupação de 2,9%, a menor desde o início da série histórica
EDUARDO MIRANDA
Por: Noticias Digital – 17/11/2025 – fonte: https://correiodoestado.com.br/

Mercado de trabalho está aquecido em Mato Grosso do Sul – Gerson Oliveira
Mato Grosso do Sul tem a quinta menor taxa de desocupação do Brasil, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A situação configura, segundo padrão estabelecido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um quadro de pleno emprego — status que o Estado mantém há pelo menos dois anos.
A taxa de desocupação em Mato Grosso do Sul, segundo o IBGE, foi de 2,9% da população economicamente ativa, o menor nível da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.
Apenas os estados de Santa Catarina e Mato Grosso (2,3%) e Rondônia (2,6%) apresentam taxa de desocupação inferior à de Mato Grosso do Sul.
No Brasil, a taxa de desocupação no 3º trimestre do ano foi de 5,6%, queda de 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre. Em Mato Grosso do Sul, o índice permaneceu estável.
Conforme o IBGE, no terceiro trimestre, havia 2,28 milhões de pessoas em idade de trabalhar no Estado, das quais 1,48 milhão integravam a força de trabalho. Destas, 1,44 milhão estavam ocupadas e outras 43 mil desocupadas.
Capital
Em Campo Grande, o nível de desocupação é levemente superior ao índice estadual, mas ainda dentro do patamar considerado como pleno emprego (menos de 6% da população desocupada, segundo a OCDE).
Na Capital, a taxa de desocupação é de 3,4%, número 0,9 ponto percentual menor que o do segundo trimestre. Entre as capitais, Campo Grande tem a 6ª menor taxa de desocupação do Brasil.
Força de trabalho
No que diz respeito à força de trabalho, Mato Grosso do Sul registrou estabilidade no volume de empregados: 1,03 milhão em relação ao trimestre anterior.
Do total de empregados, 724 mil estão no setor privado, 222 mil são servidores públicos e 93 mil são trabalhadores domésticos.
Entre os ocupados como empregados, há 70 mil trabalhadores moradores em Mato Grosso do Sul nesta condição.
Os que trabalham por conta própria no Estado somam 323 mil.
Dos 393 mil que ou são empregadores, ou trabalham por conta própria, apenas 154 mil possuem seus empreendimentos registrados no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
Entre os empregadores, 78,8% têm CNPJ; entre os trabalhadores por conta própria, apenas 30,6% constam no cadastro nacional.
Informalidade
Mesmo com um grande volume de pessoas ocupadas e não formalizadas, Mato Grosso do Sul ainda tem a quinta menor taxa de informalidade do Brasil. A taxa de informalidade local é de 31,1%.
A taxa de informalidade no Brasil também é de 31,1%, enquanto as menores taxas são verificadas em Santa Catarina (24,9%), Distrito Federal (26,9%), São Paulo (29,3%) e Paraná (30,6%).
Renda média
A renda média do trabalhador em Mato Grosso do Sul permanece estável. O valor atual é de R$ 3.589,00; no trimestre anterior, era de R$ 3.568,00.
Entre os segmentos, o maior rendimento médio é o dos empregadores com CNPJ: R$ 7,8 mil. Servidores públicos têm renda média de R$ 5,03 mil.
Os empregados do setor privado recebem, em média, R$ 2,87 mil. O trabalhador doméstico continua com o menor rendimento médio: R$ 1,46 mil.