Após fala de Trump, Anvisa afirma que Brasil não tem casos que relacionem paracetamol e autismo

Organização Mundial da Saúde se manifestou, dizendo que não “há evidências científicas conclusivas” que confirmem ligação do autismo e o paracetamol na gravidez

Luiz Vinicius

Por: Noticias Digital – 25/09/2025 – fonte: https://www.jd1noticias.com/

Medicamento paracetamol   (Shutterstock)

O uso de paracetamol na gravidez não causa autismo, é o que afirma a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O pronunciamento ocorre após uma fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que citou a existência de uma ligação entre o analgésico na gestação com o Transtorno do Espectro Autista.

A fala aconteceu durante o discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Diante da citação, houve repercussão em vários países, principalmente no Brasil, sobretudo entre as mães de crianças com diagnóstico de autismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma nota relatando que “atualmente não há evidências científicas conclusivas que confirmem” a ligação do autismo e o paracetamol na gravidez. Na nota, a OMS também citou que nenhuma das muitas pesquisas sobre o assunto encontrou associação consistente.

No Brasil, a Anvisa informou que o paracetamol é classificado em norma como medicamento de baixo risco e, por isso, faz parte da lista de produtos que não exigem receita médica.

De acordo com a agência, a liberação de medicamentos no país segue “critérios técnicos e científicos rigorosos” para garantir qualidade, segurança e eficácia. Mesmo assim, esse tipo de remédio passa por monitoramento.

“Assim, a missão da Agência na promoção e na proteção da saúde garante que os medicamentos registrados apresentem perfil adequado de qualidade, segurança e eficácia. Reforçamos que todo medicamento deve ser utilizado com orientação de profissionais de saúde, como médicos ou farmacêuticos, para garantir sua eficácia e prevenir efeitos indesejados”.