Cem adolescentes engravidam por mês em Campo Grande


Número significa 10,3% dos partos na cidade. E, para tentar reduzir este índice, Sesau promove semana de palestras e ações de saúde

NERI KASPARY

Por: Noticias Digital – 04/02/2025 – fonte: https://correiodoestado.com.br/

Dos 12 mil partos realizados por ano em Campo Grande, em média, 10,3% envolvem adolescentes

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Dados do Ministério da Saúde apontam que, em média, cem adolescentes engravidam e dão à luz todos os meses em Campo Grande. E, para tentar reduzir estes números, a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) está promovendo, desde o dia 1º até o dia 8 de fevereiro, uma série de ações  para destacar os desafios e apresentar soluções para o combate à gravidez precoce, por meio de ações educativas e ampliação do acesso a serviços de saúde.

Conforme a Sesau, Campo Grande tem se destacado por manter, há 10 anos, uma taxa de gravidez na adolescência abaixo da média estadual e nacional. Esse resultado, acreditam os profissionais da secretaria, é fruto de um trabalho contínuo sobre saúde sexual e reprodutiva tanto nas unidades de saúde quanto nas escolas. 

Em 2023, conforme a Sesau, de cada cem partos realizados na Capital , 10,3% foram de adolescentes. Em média, segundo dados do Datasus, são mil partos por mês nas maternidades de Campo Grande. Enquanto isso, também de acordo com o Datasul, a média nacional atingiu 11,9% e, em Mato Grosso do Sul, 13,5%.

Para a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência representa uma oportunidade de reforçar a importância do diálogo aberto entre pais e filhos sobre o tema.

“Converse sem tabus com seus filhos, explique como a gravidez ocorre, apresente os métodos contraceptivos disponíveis e incentive o autoconhecimento dos jovens”, orienta Rosana. 

A secretária também destaca o trabalho das equipes de saúde. “A redução das taxas de gravidez na adolescência em Campo Grande é reflexo de um trabalho bem estruturado e de políticas públicas focadas na educação, conscientização e no acesso à saúde de qualidade. Estamos muito orgulhosos, mas sabemos que o trabalho precisa continuar”, complementa.

Ester Melo, gerente técnica da Saúde da Criança e do Adolescente da Sesau, reforça que a redução dos índices é resultado de ações eficazes desenvolvidas em escolas, unidades de saúde e por meio de parcerias estratégicas. 

“Conseguimos levar informação e acesso aos serviços de saúde de forma humanizada para os adolescentes”, afirma. Ester também destaca a importância da inserção de métodos contraceptivos de longa duração no pós-parto, especialmente para adolescentes que já foram mães. “Fazemos a busca ativa e oferecemos o DIU ou o implante subdérmico para evitar novas gestações”, explica.

A preocupação com as adolescentes grávidas vai além do nascimento do bebê. As equipes de saúde oferecem suporte psicológico, social e acompanhamento contínuo para garantir uma gestação segura e cuidados integrais para mãe e criança após o parto. 

“Sabemos que a gravidez na adolescência pode trazer desafios, como o abandono escolar, dificuldades financeiras e problemas de saúde. Nosso trabalho vai além da prevenção, incluindo o acompanhamento dessas jovens mães”, destaca a enfermeira responsável.

Durante a Semana Nacional de Prevenção, as unidades de saúde de Campo Grande realizarão diversas atividades, como rodas de conversa, palestras e oferta de métodos contraceptivos, incluindo DIU e implantes subdérmicos, indicados para adolescentes. O objetivo é sensibilizar os jovens sobre os riscos da gravidez precoce e suas consequências físicas e emocionais.

A programação inclui ações em 21 USFs da cidade:

(Com informações da assessoria)

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